O jovem afirmou, "o que me deixa indignada é ver toda sociedade só olhando, ninguém fez nada para ajudar. Agora é bola pra frente, o meu brilho eles não conseguiram apagar". O Grupo Gay emitiu nota de repúdio sobre o caso. A violência gratuita contra os GLBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) é registrada aos quatros cantos do Brasil. Nas grandes capitais, os registros são alarmantes. No início da semana, um jovem foi vítima desta violência. O caso aconteceu na Rua Mário Andreazza, Bairro JK, Zona Leste da capital.  A vítima, identificada como, Willian S. Silva, de 25 anos, estava em direção ao seu trabalho com o seu companheiro, quando dois homens e uma mulher passaram em um veículo modelo Ford Ka, de cor prata e ficou xingando a vítima com vários adjetivos homofóbicos. Em dado momento, um dos homens saiu do veículo e agrediu a vítima violentamente com socos e pontapés. A vítima também afirmou que acionou a Polícia Militar, e ficou aguardando cerca de 1 hora, mas ninguém compareceu. A vítima então foi até a UNISP da Zona Leste e registrou a ocorrência de lesão corporal e posteriormente foi até o IML onde passou por exame de corpo de delito. O jovem afirmou, "o que me deixa indignada é ver toda sociedade só olhando, ninguém fez nada para ajudar". O Grupo Gay de Rondônia – GGR emitiu uma nota de repúdio sobre o caso. NOTA DE REPÚDIO POR AGRESSÃO HOMOFÓBICA Nós, representantes de Organizações Não Governamentais de Porto Velho vimos a público expressar nossa indignação diante do caso de violência homofóbica ocorrido nesta segunda-feira (24/10) com o jovem William Santos Silva, quando o mesmo se dirigia ao seu trabalho e foi agredido físico e verbalmente por dois indivíduos que estavam em um carro Ford Ka, cor prata, placa NEB 4501. O fato demonstra os recorrentes abusos morais, físicos e sexuais, banalizados e praticados contra a população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros, não só na capital Porto Velho, mas em todo o Estado de Rondônia. Diante dos fatos depositamos nossas expectativas e esperanças no trabalho das Polícias Civil e Militar, Ministério Público e no Poder Judiciário no sentido de combater a violência sexual, assédio moral, homofobia e o racismo, que afetam aos cidadãos e cidadãs do nosso Estado. Infelizmente, são, ainda escassas no Estado de Rondônia as iniciativas para reconhecer e combater essas violações aos Direitos Humanos. Assim se faz urgentes e necessárias políticas de segurança que resguardem os valores sociais de respeito às diferenças e boa convivência na pluralidade de indivíduos para que a paz social perdure em Rondônia.
Fonte : newsrondonia