"Como estive a ponto de virar uma mulher-bomba"

Share Button
No dia 9 de fevereiro, duas meninas nigerianas entraram em um campo de refugiados no nordeste do país. Minutos depois, elas detonaram bombas que escondiam sob as roupas, matando 58 pessoas, em missão suicida ordenada pelo grupo extremista Boko Haram.
Uma terceira menina se recusou a participar da missão. Ela contou sua história à BBC.
Hauwa (nome fictício) não sabe sua idade, mas aparenta ter entre 17 e 18 anos.
Ela vinha sendo mantida refém pelo Boko Haram por mais de um ano quando seus sequestradores planejaram o ataque ao campo de Dikwa.
Em contrapartida pela missão, as três meninas iriam para o "paraíso", afirmaram os captores.
Mas Hauwa sabia que tinha de desafiá-los.
"Eu disse 'Não'. Falei que minha mãe morava em Dikwa e que não mataria ninguém lá. Eu preferia ficar com a minha família, mesmo se eu morresse lá", disse ela à BBC.
Os pais de Hauwa e suas irmãs, exceto por um único irmão que havia sido sequestrado junto com ela, estavam vivendo no campo de Dikwa, no Estado de Borno (nordeste da Nigéria), junto com outras 50 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas.
Hauwa explica como ela terminou sendo seduzida para se juntar ao grupo extremista islâmico.
"Eu tinha problemas espirituais (ela se autoflagelava e chegou a queimar sua própria mão, de propósito) e o Boko Haram disse que me ajudaria a me livrar deles", diz ela.
Hauwa viu no Boko Haram a resposta para seus problemas e eles a levaram.fonte: BBC AFRICA

Recomendado para você
Anteror
« Mais Antiga
Proximo
Veja Mais »